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Joana Schenker bate Teresa Almeida e garante final do Sintra Pro

Houve golpe de teatro no Sintra Portugal Pro, com Joana Schenker a garantir a sua terceira final consecutiva na mais antiga etapa do Mundial APB ao bater Teresa Almeida, enquanto a líder do Mundial, Ayaka Susuki, perdeu com a brasileira Isabela Sousa e desperdiçou a oportunidade de vencer o título já na Praia Grande.

A japonesa Susuki acusou claramente a pressão e cometeu uma interferência sobre Isabela Sousa na primeira onda da bateria e praticamente entregou a final à brasileira quatro vezes campeã mundial.

Entretanto, Joana Schenker repetiu o percurso do ano passado, chegando à final, desta vez à custa da nazarena Teresa Almeida. A algarvia surfou de forma exemplar, batendo Teresa de forma clara com um total de 16 pontos contra 10.75.

Apesar do resultado expressivo na meia final, Joana Schenker mantém-se cautelosa ao perspectivar a final de amanhã: “Não há previsões. A Isabela é, 

 

para mim, a melhor bodyboarder do Mundo e uma inspiração para mim há muitos anos, pelo que é sempre difícil competir com ela porque tenho-lhe um grande respeito. Mas sei que é possível vencer-lhe, já o fiz aqui e amanhã vamos ver. Vou com tudo e logo se vê...”

 

Quanto às contas do título, Joana Schenker já tiha previsto que Ayaka poderia ter dificuldades pata chegar ao título em Sintra e a história confirmou-o, relançando a corrida ao ceptro mundial: “Ayaka terá de lutar na Nazaré e eu ainda só dependo de mim. O título deste ano está longe para mim, mas ganhando aqui fica muito mais próximo. Foi o que aconteceu o ano passado. Agora, se a história se vai repetir?...era bom.”

 

Entretanto, na competição masculina, o que restava das aspirações portuguesas terminou, com António Cardoso e Dino Carmo a serem eliminados nos oitavos de final e Daniel Fonseca a perder, por pouco, com o duas vezes campeão mundial Pierre Louis Costes. O campeão nacional deu, ainda assim, muita luta ao francês, perdendo com um total de 13.10 contra 13.50 de Costes.

“Fiz um excelente caminho até aqui, mas senti que perdi uma boa oportunidade. Nestas fases é tudo ou nada e calhou para o lado do Pierre. Fiquei a um heat do pódio e foi pena, mas também foi bom regressar de uma lesão para o meu melhor resultado de sempre no Mundial”, assumiu Daniel Fonseca.

Pierre acabaria depois por vencer a meia-final frente a Martin Mouradian, da ilha de Guadalupe, pelo que enfrentará na final o campeão do Mundo em título, Iain Campbell, da África do Sul. Campbell também fez um excelente percurso, ultrapassando o japonês Hayato Enokido nos quartos e o brasileiro Eder Luciano nas meias.

Finalmente, no Dropknee, o sonho português de Tiago Pimentão acabou na ronda 5, às mãos do francês Amaury Lavernhe e de Fabien Thazar, da Ilha Reunião.

A final de amanhã será disputada entre o atual campeão mundial desta variante, Sammy Morretino, e o lendário Dave Hubbard, ambos do Havai. Uma final importantíssima pois, recordamos, atribui o título mundial.

O check in, amanhã, será às 9h30.



 

Joana Schenker e Teresa Almeida nas meias-finais

 

 

 

O Sintra Portugal Pro aproxima-se da sua reta final, com a competição a filtrar os melhores que, domingo, subirão aos pódios das competições Open, Dropknee, Junior e Feminino.


No feminino, a luta pelo título mundial está ao rubro, com os quartos de final a ditarem duas baixas entre o “top 5” mundial: a japonesa Sari Ohara, quarta classificada APB, e Alexandra Rinder, a segunda na corrida liderada pela nipónica Ayaka Susuki.  Rinder, das Canárias, foi batida por Joana Schenker num heat de muitos nervos para os adeptos nacionais.

Outra bateria em que as emoções nacionais estiveram ao rubro foi aquela protagonizada por Teresa Almeida e Mayumi Tone, mais uma japonesa. 

E a Praia Grande foi generosa para as bodyboarders da casa, com Joana e Teresa a prosseguirem para as meias-finais onde, se encontrarão.

“É pena encontrarmo-nos na meia-final mas, pelo menos, teremos uma portuguesa na final”, afirmou no final Teresa Almeida, acrescentando: “Seria muito bom ganhar aqui por todas as razões. Sintra é um campeonato especial, que nos viu crescer a todos. Se calhar, muitos de nós fazem bodyboard porque desde pequenos vimos aqui ver os melhores do Mundo e sonhar em competir e ganhar. Estou muito feliz em poder estar aqui e ir ao pódio.”

 

Por sua vez, Joana Schenker, que venceu em Sintra o ano passado num passo decisivo para a conquista do seu próprio título mundial, congratulou-se pela vitória difícil sobre a antiga campeã mundial Alexandra Rinder: “O primeiro objetivo, ir ao pódio foi realizado. Fui ao pódio em dois anos consecutivo e, pelo menos isso, já não me tiram.” A campeã mundial portuguesa também reconheceu alguma sorte depois de um erro na gestão da bateria: “Se calhar no final da bateria quase abri mão da vitória mas logo a seguir surgiu uma onda que me salvou. Tive sorte também.” E agora as contas... “Conquistei importantes pontos para o ‘ranking’ e vou poder substituir o quinto lugar que tive na Austrália. Agora é dar o meu melhor para ir à final. Sei que a Ayaka Susuki está na liderança do campeonato  e muito forte, mas tudo é possível. Já vi a Ayaka surfar muito bem num momento e vacilar no outro, como acontece a todas nós. Não há vencedores antecipados.”

 

Quem também se tem apresentado em grande forma no Sintra Portugal Pro é o campeão nacional de Dropknee, Tiago Pimentão, que venceu a bateria da ronda 4 , qualificando-se para os oitavos de final da competição que, em Sintra, definirá o campeão mundial.

 

 

 

“Estou perto de igualar a minha melhor prestação no Sintra, que foi chegar aos quartos de final”, declarou Pimentão, acrescentando: “O ano passado sofri uma lesão durante os trabalhos com a Seleção Nacional mas este ano tenho treinado muito, especialmente nos últimos quatro meses e estou a colher os frutos desse trabalho. Agora é tentar ir o mais longe possível, veremos.”

 

No Open, os portugueses mais cotados continuam em prova, com António Cardoso, Dino Carmo e Daniel Fonseca a passarem aos oitavos de final. Pelo caminho ficou o figueirense Miguel Adão, que levou a pior num heat fratricida frente a António Cardoso e Dino Carmo.

E por falar em heats entre portugueses, também nos oitavos teremos um duelo entre Daniel Fonseca e Dino Carmo, enquanto António Cardoso defrontará o antigo duas vezes campeão mundial Pierre Louis Costes, um francês radicado em Portugal há 6 anos.


Daniel Fonseca lidera carga lusa na Praia Grande

 

 

O campeão nacional Daniel Fonseca foi o destaque do terceiro dia do Sintra Portugal Pro, mais uma vez marcado pelo nevoeiro, que obrigou a uma paragem de quatro horas e transformou a jornada competitiva numa maratona de 10 horas e meia, sempre nos limites da visibilidade para os juízes.


Mas como reza o adágio popular, o melhor veio mesmo no fim, com o campeão nacional Daniel Fonseca, na ronda 4, a rubricar uma das melhores exibições do evento, batendo o duas vezes campeão mundial Pierre Louis Costes na última bateria do dia, quando o sol já se punha.

Daniel somou 14,50 pontos de total contra 14,40 de PLC, com o francês radicado em Portugal há já 7 anos a vender caro o primeiro lugar. Uma bateria em que a “fava” calhou a Nelson Flores, do Chile, que saiu eliminado apenas com o consolo de ter tido um lugar privilegiado para assistir ao duelo dos dois virtuosos.

“Senti-me muito bem, mesmo depois de mais um dia difícil de muita espera por causa do nevoeiro, mas quando cheguei à água tudo se encaixou na perfeição”, afirmou Daniel Fonseca, minimizando a vantagem sobre Pierre Louis Costes: “O Pierre é uma inspiração para todos nós portugueses pelo que vencer uma bateria com ele é sempre bom, mas a minha luta é sempre comigo mesmo e sempre na tentativa de fazer o meu melhor.”

Quem também passou à fase seguinte foram Dino Carmo e Miguel Adão, que continuam a acalentar boas perspetivaas na prova.

Por sua vez, António Cardoso, o mais bem cotado português do “ranking” APB (17º) terá de esperar por amanhã para competir no seu heat da ronda 4, onde defrontará Isaias Ravyc (Brasil) e Kawiki Rohr-Kamai (Havai).

Referência, na competição de Drop Knee para o campeão nacional Tiago Pimentão, que continua a dar boa conta de si na competição, passando em primeiro a sua bateria da ronda 2 frente a Mathis Preygoda (França), Francisco Fernandez (Chile) e Yiyi Obenza (Espanha).

Na competição feminina, as irmãs Teresa e Madalena Padrela aproveitaram a hipótese de repescagem da ronda 3 da melhor maneira fazendo uma “dobradinha” em primeiro e segundo lugares, respetivamente, mandando para casa a chilena Valentina Diaz e a japonesa Ayaka Shido. Menos sorte teve Filipa Broeiro, que se despediu do seu primeiro Sintra Portugal Pro em quarto lugar de uma bateria ganha pela 5 vezes campeã mundial Neymara Carvalho (Brasil) e em que a porto-riquenha Luz Marie Grande foi segunda classificada. 

 

Amanhã, o check in dos atletas é às 7h30, devendo a competição arrancar às 7h45, com a quarta ronda Open.


Joana Schenker segue em frente e mantém aspirações ao título


No segundo dia do Sintra Portugal Pro, o que marcou, mais do que qualquer atleta, foi o nevoeiro que se abateu sobre a Praia Grande durante 6 horas, paralisando a prova, já que retirou toda a visibilidade do mar aos juízes, apenas permitindo realizar o primeiro heat da segunda ronda da competição feminina, fase não eliminatória da competição. Um primeiro heat vencido por Sari Ohara (Japão), secundada por Isabela Sousa (Brasil), que garantiram a passagem direta à ronda quatro.

Foi apenas ao final do tarde que começaram a entrar na água as candidatas na corrida ao título mundial, com a jovem Teresa Padilla, das Canárias, a surpreender a japonesa Ayaka Suzuki, líder do “ranking” e a vencer o segundo heat desta segunda ronda não eliminatória. Suzuki, todavia, passou em segundo, também para a quarta ronda, e continua com boas chances de chegar ao pódio em Sintra. Sacrificadas foram a portuguesa Madalena Padrela, em quarto lugar, atrás da japonesa Ayako Shido e ambas relegadas para a repescagem

No terceiro heat foi a vez de outra portuguesa, Teresa Almeida, bater uma candidata ao título, Alexandra Rinder, a segunda classificada da corrida ao ceptro mundial. Menos sorte para a ex-campeã mundial Neymara Carvalho, do Brasil, e para jovem ericeirense (17 anos) Filipa Broeiro, em quarto lugar, que seguem para a terceira ronda.

A vez da campeão do Mundo e do Sintra Pro, Joana Schenker, chegou no quarto heat, com a algarvia a passar em segundo, atrás de Mayumi Tone, outra japonesa em grande forma na Praia Grande e, assim, qualificando-se diretamente para a quarta ronda, ao contrário de Luz Marie Grande (Porto Rico) e Maria-Gutta Borges, do Brasil, ambas relegadas para a repescagem no round 3.

No final, Joana Schenker apresentou-se com a sensação de dever cumprido: “As condições estão muito difíceis, tentei fazer o melhor nestas ondas pequenas e estou muito contente por ter passado diretamente à ronda quatro”, acrescentando a propósito do nevoeiro e da paragem de varias horas a que obrigou: “Foi uma espera muito difícil no carro, com a expectativa a aumentar e a adrenalina a subir e descer, para, depois, na hora da verdade, entrar com a mesma motivação. Não é fácil.”

 

Quanto ao resto da competição, a campeã mundial assumiu a gestão psicológica: “Ainda estamos na terceira de quatro etapas, pelo que há muito para decidir ainda. Vou dar o meu melhor mas sem colocar demasiadas expectativas em cima de mim. Fiz o mesmo o ano passado e não deu mau resultado...”

 

Ainda houve tempo para colocar na água a primeira ronda da competição de Dropknee, que em Sintra define o campeão mundial, com o português Tiago Pimentão a não desiludir, vencendo a sua bateria, embora com muito campeonato pela frente e ainda sem concurso dos “top” mundiais.

 
Amanhã, o check in dos atletas é às 7h30, devendo a competição arrancar às 7h45, com a terceira ronda Open.

ABSCS CM Sintra